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terça-feira, março 28, 2006

A Morte

A morte vem de longe
Do fundo dos céus
Vem para os meus olhos
Virá para os teus
Desce das estrelas
Das brancas estrelas
As loucas estrelas
Trânsfugas de Deus
Chega impressentida
Nunca inesperada
Ela que é na vida
A grande esperada!
A desesperada
Do amor fratricida
Dos homens, ai! dos homens
Que matam a morte
Por medo da vida.

Vinicius de Moraes in Poemas, sonetos e baladas

8 Comments:

  • Vinícius, grande poeta, adoro! Aproveite a primavera! Beijos.

    By Blogger Vica, at 29 março, 2006 06:25  

  • nao pensemos na morte...
    pensa antes em pagar uma bebida..
    um suminho :P

    eheh

    juizinho***

    By Anonymous Anónimo, at 29 março, 2006 09:27  

  • A morte é uma passagem da vida,
    li umas coisas sobre isto,
    e concordo,a vida não acaba aqui,
    a vida continua mas não aqui,sei que tudo na vida é uma passagem...

    Um beijo ana :)
    Tenta pensar que a vida aqui é um dom e tem sempre algum significado ;)
    Tem um resto de uma boa semana...

    By Blogger João, at 29 março, 2006 14:12  

  • A morte...

    Uma palavra escura, uma estaçao terminal, perda, choro, agonia...
    Sofrimento profundo...
    Estado tao intenso que ultrapassa a sensatez do corpo e supera-o...
    ... ... ...


    ... ... ... ...

    ...A luz ambunda em todo o lado, tu pensas, vês, chegou a estaçao do ano que tu mais gostas, o lugar tão teu, que sonhavas em criança... sentes vivendo como sonhavas...
    a tua vida agora é diferente, nao deixaste de ser tu, corres sem te cansares, vais onde queres, és livre!
    Vives!... Venceste a morte... e será sempre assim, até seres luz da luz...

    Um Beijo GD e Amigo!

    By Blogger Carlos Thor, at 30 março, 2006 02:51  

  • A morte... a única certeza...
    Na vida nada é certo apenas navegamos ao sabor da correnteza, para o unico destino certo...
    A morte... a única certeza...
    Bjx e bom fim de semana

    By Blogger Carla, at 31 março, 2006 13:58  

  • TUDO SÃO CHAMAS

    Tudo são chamas, talvez enganos.
    Daqui a pouco, quando amanhecer,
    Vou incendiar orvalhos, oceanos…
    Golpear o peso torpe dos anos,
    Secar orquídeas… Deixar de ser.

    Não quero acompanhar-me mais.
    Tic-tac tic-tac… eterno. Impaciência.
    Incerteza: Afundar? Atracar ao cais?
    Afundar? Sempre! Atracar? Jamais!
    Antes a morte que a sonolência.

    Morrer é beijar o infinito.
    Para onde vou o céu é vermelho!
    Inferno, quero-te real e não mito,
    O infinito e eu somos um só grito,
    Beijar o infinito é beijar o espelho.

    Mundo? É só um cemitério girante.
    Em mim não existe último desejo,
    Tudo será arrebatamento, doravante,
    Instante! Afirma-te, lendário instante.
    Beijo-te infinito. O primeiro beijo…

    By Blogger GNM, at 01 abril, 2006 12:19  

  • Vinicius tem poemas lindíssimos. Este é apenas um de tantos.
    Boa semana

    By Blogger JL, at 02 abril, 2006 15:27  

  • Desejo te um bom inicio de semana ana,a vida é uma passagem,
    mas vive intensamente não a deixes passar ;)
    um beijo ;)

    By Blogger João, at 03 abril, 2006 06:06  

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